Consumo, desigualdade e intimidade fabricada
o fenômeno do ‘quiet luxury’ no contexto digital brasileiro
DOI:
https://doi.org/10.14244/2238-3069.2026/55Palavras-chave:
Consumismo digital, Ansiedade socioeconômica, Wellness, capital culturalResumo
Este relato de pesquisa analisa a construção da "ilusão de conquista" digital por meio das estéticas quiet luxury e wellness. Investiga-se como influenciadores brasileiros monetizam a ansiedade socioeconômica de mulheres de classes média e baixa. A metodologia qualitativa utiliza a Análise Crítica do Discurso (ACD) sobre 20 conteúdos do Instagram. A análise aponta que a semiótica da exclusão e o imperativo moral operam uma violência simbólica, transferindo a culpa de barreiras estruturais para o esforço individual. Conclui-se que a intimidade fabricada media a distância social, aprofundando a dependência do consumo e as distinções de classe no Brasil.
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