Propagandas das formas de trabalhos: discussão sobre propaganda e novas formas de trabalho nas mídias digitais

Autores

  • Giulianna Bueno Denari Universidade Federal de São Carlos

DOI:

https://doi.org/10.46269/6217.263

Palavras-chave:

Indústria Cultural, trabalho, mídias digitais

Resumo

Buscamos neste texto fazer uma articulação entre a teoria crítica proposta por Adorno e Horkheimer (1985) no que diz respeito ao surgimento do homem moderno e a possibilidade de alcance da chamada Indústria Cultural, com a teoria marxista sobre trabalho vivo e tempo de trabalho, com nosso objeto de pesquisa, o trabalho dos YouTubers nas mídias digitais. Trazemos dois exemplos recentes vídeos patrocinados pelo governo e um outro vídeo, não patrocinado, para discutir a questão do uso de publicidades visando um público jovem, bem como para ilustrar esse formato de trabalho nas mídias digitais, mais especificamente, o YouTube. O YouTube é uma plataforma online gratuita de divulgação de conteúdos em formato de vídeo. Nela todo usuário cadastrado nas contas da empresa Google pode ter um canal e fazer o upload dos vídeos. Os YouTubers exercem uma nova forma de trabalho nas mídias, colocando esses vídeos online, recebendo dinheiro a partir de publicidade embutida em seus vídeos. O argumento central é que essa positivação de um trabalho não regulamentado, que vem desde a flexibilização da educação, nas mídias, atinge toda uma geração que está se inserindo neste momento no mercado de trabalho e é afetada diretamente com isso, facilitando a aceitação das mudanças trabalhistas e educacionais propostas pelo atual governo brasileiro.

Biografia do Autor

Giulianna Bueno Denari, Universidade Federal de São Carlos

Bacharel em Ciências Sociais pela UFSCar. Mestre em Sociologia pelo Programa de Pós Graduação em Sociologia da UFSCar. Doutoranda em Sociologia pelo Programa de Pós Graduação em Sociologia da UFSCar.

Publicado

2018-03-01