"De que lugar se projetam os paraquedas?"
Entre as trilhas da Psicossociologia e dos coletivos para reinventar lugares de sonhos
DOI:
https://doi.org/10.14244/2238-3069.2025/24Palavras-chave:
Psicossociologia, Movimentos sociais, Coletivos, interseccionalidade, CartografiaResumo
O presente artigo integra o dossiê que problematiza os colapsos contemporâneos e as possibilidades de resistência e reconstruções parciais na busca por futuros alternativos, inspirado na metáfora dos “paraquedas coloridos” de Ailton Krenak. A partir de uma perspectiva interdisciplinar, toma os debates da Psicologia Social Crítica e da Psicossociologia, em uma abordagem interseccional, como pontos de partida para analisar os movimentos sociais e o direito à cidade como campos de luta e de resistência. Reconhece as heranças coloniais e nortecentradas que marcam as práticas psi, reificadas pela lógica neoliberal e aponta caminhos ético-políticos outros, contracoloniais, de fortalecimento das instâncias e dos dispositivos coletivos, de forma situada, criativa, plural e comprometida com a justiça social e a garantia de direitos.
Referências
Albarello, Beatriz Amália & Mota, Ricardo Vasquez. Perspectivas Epistemológicas da Psicologia: antecedentes históricos e filosóficos e contribuições para a Psicologia contemporânea. Revista JRG de Estudos Acadêmicos, v. 2, n. 5, p. 193-208, 2019.
Arendt, Ronald João Jacques. A pesquisa em psicologia social: substantiva e processual. Pesquisas e Práticas Psicossociais, v. 6, n. 2, p. 182-186, 2011.
Baremblitt, Gregório. Compêndio de Análise Institucional e outras correntes: teoria e prática. Rio de Janeiro: Rosa dos Ventos, 1992.
Barros, Regina Duarte Benevides de & Josephson, Silvia Carvalho. A invenção das massas: a psicologia entre o controle e a resistência. In: Ferreira, Arthur Arruda Leal; Jacó-Vilela, Ana Maria & Portugal, Francisco Teixeira (Orgs.). História da psicologia: rumos e percursos. Rio de Janeiro: Nau Editora, 2006. p. 441-462.
Bispo dos Santos, Antônio. A terra dá, a terra quer. São Paulo: Ubu Editora/Piseagrama, 2023.
Brasil. Discurso do presidente Lula na sessão de abertura do Urban 20. Rio de Janeiro, em 17 de novembro de 2024. Disponível em: Gov.br.
Deleuze, Gilles & Guattari, Félix. Mil platôs: capitalismo e esquizofrenia. Vol. 1. São Paulo: Editora 34, 2011.
Dimenstein, Magda. A cultura profissional do psicólogo e o ideário individualista: implicações para a prática no campo da assistência pública à saúde. Estudos de Psicologia, v. 5, n. 1, p. 95–121, 2000.
Freire, Paulo. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1968.
Freire, Paulo. Pedagogia da Esperança: Um reencontro com a Pedagogia do Oprimido. São Paulo: Paz e Terra, 1997.
Fu-Kiau, Bunseki. O livro africano sem título: Cosmologia dos Bantu-Kongo. Rio de Janeiro: Cobogó, 2024.
Garcia-Roza, Luiz Alfredo. Psicologia: um espaço de dispersão do saber. Rádice. Revista de Psicologia. v, 1, n. 4, p. 20-26, 1977.
Gohn, Maria da Glória. Movimentos sociais na contemporaneidade. Revista Brasileira de Educação, v. 16, n. 47, 2011.
Gohn, Maria da Glória. O protagonismo da sociedade civil. Movimentos sociais, ONGs e redes solidárias. São Paulo: Cortez, 2008.
Harvey, David. O direito à cidade. Lutas Sociais, n. 29, p. 73–89, 2012.
Jacó-Vilela, Ana Maria. Trajetórias da Psicologia no Brasil - conciliações e resistências. Memorandum Memória E História Em Psicologia, v. 38, 2021.
Jacó-Vilela, Ana Maria; Ferreira, Arthur Arruda Leal & Portugal, Francisco Teixeira (Orgs.). História da psicologia: rumos e percursos. Rio de Janeiro: Nau, 2006.
Krenak, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
Lane, Silvia Tatiana Maurer & Codo, Wanderley. Psicologia Social – O homem em movimento. São Paulo: Brasiliense, 1984.
Latour, Bruno. Redes, Sociedades, Esferas: Reflexões de um Teórico Ator-Rede. Informática na educação: teoria & prática, v. 16, n. 1, 2013.
Moreira, Mariana de Castro. Entre utopias e esperanças: a atualidade de Paulo Freire para adiar o fim do mundo. Ensino, Saúde e Ambiente, v. 14, n. esp., p. 177-188, 2021.
Moraes, Márcia. Pesquisar COM: política ontológica e deficiência visual. In: Moraes, Marcia & Kastrup, Virginia. Exercícios de ver e não ver: arte e pesquisa com pessoas com deficiência visual. Rio de Janeiro: Nau Editora, 2010. p. 26-51.
Nascimento, Beatriz. O negro visto por ele mesmo: ensaios, entrevistas e prosa. São Paulo: Ubu, 2022.
Nasciutti, Jacyara Carrijo Rochael. A instituição como via de acesso à comunidade. In: Campos, Regina Helena de Freitas (Org.). Psicologia Social Comunitária: da solidariedade à autonomia. Petrópolis: Vozes, 1998. p. 100-126.
Noguera, Renato. Infância em afroperspectiva: articulações entre sankofa, ndaw e terrixistir. Revista Sul-Americana de Filosofia e Educação, n. 31, p. 53-70, 2019.
Patto, Maria Helena de Souza. A produção do fracasso escolar: histórias de submissão e rebeldia. São Paulo: Intermeios, 2015.Pozzana, Laura. A formação do cartógrafo é o mundo. In: Passos, Eduardo; Kastrup, Virgínia & Escóssia, Liliana da. (Org.). Pistas do método da cartografia: a experiência da pesquisa e o plano comum. Porto Alegre: Sulina, 2014. p. 42-65.
Pedro, Rosa Maria Leite Ribeiro & Moreira, Mariana de Castro. Conhecer, intervir, partilhar: pistas para a pesquisa psicossocial na construção de outros mundos possíveis. Pesqui. prát. psicossociais, v. 16, n. 2, p. 1-17, 2021.
Rolnik, Suely. Cartografia Sentimental - Transformações Contemporâneas do Desejo. Porto Alegre: Sulina / Ed. UFRGS, 2011.
Santos, Milton. Cidadanias mutiladas. In: Lerner, Julio (Ed.). O preconceito. São Paulo: IMESP, 1996/1997. p. 133-144.
Sodré, Muniz. Pensar Nagô. Petrópolis: Vozes, 2017.
Spink, Peter. Pesquisa de campo de psicologia social: uma perspectiva pós-construcionista. Psicologia & Sociedade, v. 15, n. 2, p. 18-42, 2003.
Spink, Mary Jane; Spink, Peter Kevin. A Psicologia Social na atualidade. In: Jacó-Vilela, Ana Maria; Ferreira, Arthur Arruda Leal & Portugal, Francisco Teixeira (Orgs.). História da Psicologia: rumos e percursos. Rio de Janeiro: NAU, 2006. p. 679-700.
Tsing, Anna Lowenhaupt. O cogumelo no fim do mundo: Sobre a possibilidade de vida nas ruínas do capitalismo. São Paulo: n-1 edições, 2022.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Mariana de Castro Moreira, Giovani Florencio

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
Procedimentos para o envio dos manuscritos
Ao enviar seu manuscrito o(s) autor(es) está(rão) automaticamente: a) autorizando o processo editorial do manuscrito; b) garantindo de que todos os procedimentos éticos exigidos foram atendidos; c) compartilha os direitos autorais do manuscrito com a revista Áskesis; d) admitindo que houve revisão cuidadosa do texto com relação ao português e à digitação; título, e subtítulo (se houver) em português; resumo na língua do texto, com as mesmas características; palavras-chave inseridas logo abaixo do resumo, além de keywords para o abstract; apresentação dos elementos descritivos das referências utilizadas no texto, que permitam sua identificação individual; observação das normas de publicação para garantir a qualidade e tornar o processo editorial mais ágil.
Ao submeter o manuscrito deve ser informado (no portal SEER) nome, endereço, e-mail e telefone do autor a contatar e dos demais autores. Forma de Apresentação dos Manuscritos O título deverá ser apresentado em português e inglês.
A apresentação dos originais deverá seguir as normas da Revista Áskesis e, quando não contempladas, seguir as normas atualizadas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Recomenda-se a consulta principalmente às normas NBR 10.520/02 – Citações em documentos; NBR 6024/03 – Numeração progressiva das seções de um documento; NBR 6023/02 – Referências; NBR 6028/03 – Resumos; NBR 6022/03 –Artigo em publicação periódica científica impressa - Apresentação. Nota: Os resumos que acompanham os documentos devem ser de caráter informativo, apresentando elementos sobre as finalidades, metodologia, resultados e conclusões do estudo.
Figuras, tabelas, quadros, etc., devem ser apresentadas uma em cada página, acompanhadas das respectivas legendas e títulos. As figuras e tabelas não devem exceder 17,5 cm de largura por 23,5 cm de comprimento. Devem ser, preferencialmente, elaboradas no Word/Windows. Não serão aceitas figuras gráficas com cores ou padrões rebuscados que possam ser confundidos entre si, quando da editoração da revista. Se aceito, as figuras e tabelas devem ser enviadas separadamente, via e-mail, para o precesso de diagramação, com suas respectivas legendas explicativas.