Haddad e Warat

Carnavalizando o teatro e o ensino jurídico

Autores

DOI:

https://doi.org/10.46269/2238-3069.02

Palavras-chave:

Carnavalização, Teatro, Direito

Resumo

O presente artigo pretende estabelecer um diálogo entre o teatro carnavalizado de Amir Haddad e a carnavalização do ensino jurídico proposta por Luis Alberto Warat, que objetivam devolver a liberdade de criação dos aprendizes, com vistas a superar o paradigma moderno dominante lógico e racionalista, valendo-se da função social do carnaval, identificada na Idade Média e no início do Renascimento por Mikhail Bakhtin. Para tanto, foi realizada uma pesquisa bibliográfica, de textos, artigos e entrevistas de Haddad e de obras de Bakhtin e Warat. Ao fim, é estabelecida uma ponte entre a carnavalização de Haddad e Warat, situando suas perspectivas numa proposta pedagógica de passagem do individual para o coletivo, subvertendo as ordens totalitárias, postas como definitivas, para possibilitar um ensino libertador e criativo.

Biografia do Autor

Ana Cândida Baêsso Moura, Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ

Mestranda em Teorias Jurídicas Contemporâneas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ. Coordenadora de Desenvolvimento Institucional na área de Patrimônio e Cultura na Fundação Roberto Marinho.

Referências

BAKHTIN, M. M. A cultura popular na Idade Média e no Renascimento: o contexto de François Rabelais. São Paulo: Hucitec, 1987.

BOAL, Augusto. Teatro do Oprimido e outras poéticas políticas. 1ª ed. São Paulo: Editora 34;, 2019.

BRITO, Marcelo Sousa. O teatro que corre nas vias - 2016. 224f. il. Tese (doutorado) - Universidade Federal da Bahia, Escola de Teatro, 2016. Disponível em: file:///C:/Users/ADM/Downloads/O%20teatro%20que%20corre%20nas%20vias.pdf. Acesso em 25 nov. 2020.

BURKE, Peter. Cultura popular na Idade Moderna. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.

CARNAVAL e teatro: as histórias em comum entre o palco e a avenida. Diretores e carnavalescos misturam elementos e enriquecem espetáculos. Globo.com. 07 fev. 2013. Gobo Teatro. Disponível em: http://redeglobo.globo.com/globoteatro/reportagens/noticia/2013/09/carnaval-e-teatro-historias-em-comum-entre-o-palco-e-avenida.html. Aceso em: 08 dez. 2020.

CARNEIRO, Ana Maria Pacheco. Espaço Cênico e Comicidade: A busca de uma definição para a linguagem do ator (Grupo Tá Na Rua – 1981). Dissertação de mestrado em Teatro - Centro de Letras e Artes/UNIRIO, Rio de e Artes/UNIRIO, Rio de Janeiro, 1998.

FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. 17. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.

GALLARDO, Helio. Teoria crítica: Matriz e possibilidade de direitos humanos. São Paulo: Editora Unesp, 2014.

HERRERA FLORES, Joaquín. O nome do riso: breve tratado sobre arte e dignidade. Tradução de Nilo Kaway Junior. Porto Alegre: Movimento; Florianópolis: CESUSC; Florianópolis: Bernúncia, 2007.

HADDAD, Amir. Na contramão das hierarquias. Amir Haddad Ator e diretor teatral. Portal O Tempo. 22 mai. 2010. Entrevista concedida a GUIMARÃES, Julia. Disponível em: https://www.otempo.com.br/diversao/magazine/na-contramao-das-hierarquias-1.243719. Acesso em: 08 dez. 2020.

HADDAD, Amir. Monocultura. A Miséria do Latifúndio Cultural. 2012. Disponível em: https://usinadeolhares.wordpress.com/2012/06/27/encontro-com-amir-haddad/. Acesso em: 19 dez 2020.

HADDAD, Amir. A formação do ator num teatro em crise. In: TURLE, Licko; TRINDADE, Jussara (orgs.). Tá na Rua, teatro sem arquitetura, dramaturgia sem literatura e ator sem papel. Rio de Janeiro: Instituto Tá na Rua, 2008a. p. 92-105.

HADDAD, Amir. Utopia e Distopia na Formação dos Atores. In: TURLE, Licko; TRINDADE, Jussara (orgs.). Tá na Rua, teatro sem arquitetura, dramaturgia sem literatura e ator sem papel. Rio de Janeiro: Instituto Tá na Rua, 2008b p. 106-113.

HADDAD, Amir. O teatro e a cidade. O ator e o cidadão. In: TURLE, Licko; TRINDADE, Jussara (orgs.). Tá na Rua, teatro sem arquitetura, dramaturgia sem literatura e ator sem papel. Rio de Janeiro: Instituto Tá na Rua, 2008c p. 218-227.

PERINI, Lígia Gomes. Dar não dói, o que dói é resistir: o grupo de teatro Tá na Rua – entre memórias, imagens e histórias. 2012. 161 f. Dissertação (mestrado). Programa de Pós Graduação em História. Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, MG, 2012. Disponível em: https://repositorio.ufu.br/bitstream/123456789/16412/1/d.pdf. Acesso em: 20 set. 2020.

ROSENFELD, Anatol. O teatro épico. São Paulo: Perspectiva, 2018.

SANTOS, Boaventura de Sousa; MENESES. Maria Paula. Epistemologias do Sul. 1ª ed. São Paulo: Cortez, 2017.

TRINDADE, Jussara. A pedagogia teatral do grupo Tá na Rua. Resumo. Rio de Janeiro, 2007, 9 p.

TURLE, Licko; TRINDADE, Jussara (orgs.). Tá na Rua, teatro sem arquitetura, dramaturgia sem literatura e ator sem papel. Rio de Janeiro: Instituto Tá na Rua, 2008.

TURLE, Licko. Uma possível dramaturgia para espaços abertos. In: ______; TRINDADE, Jussara (orgs.). Tá na Rua, teatro sem arquitetura, dramaturgia sem literatura e ator sem papel. Rio de Janeiro: Instituto Tá na Rua, 2008.p. 64-77.

WARAT, Luis Alberto. A Rua Grita Dionísio! Direitos Humanos da Alteridade, Surrealismo e Cartografia. Rio de Janeiro: Editora Lumen Juris, 2010.

WARAT, Luis Alberto. A ciência jurídica e seus dois maridos. 2ª ed. Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2000.

Downloads

Publicado

2023-11-01