Ativismo digital e posicionalidade das narrativas veganas no Instagram

Um estudo do Movimento Cultural Afro Vegano no Brasil

Autores

DOI:

https://doi.org/10.46269/2238-3069.09

Palavras-chave:

Afroveganismo; Ativismo Virtual; Lifestyle; Movimento Social.

Resumo

Os ativismos veganos têm se intensificado nos últimos anos, bem como apresentado configurações múltiplas em diferentes realidades de interação e como manifestações difusas em termos de pautas e ações. É nessa perspectiva que se insere o Movimento Afro Vegano no Brasil. O objetivo aqui é compreender como são construídas as lutas pela visibilidade da população negra vegana, amparadas no direito de existência e autonomia alimentar desses povos. A análise foi de 23 perfis de usuários no Instagram vinculados ao movimento. Como resultado parcial, o estudo aponta para a consolidação de uma alternativa dentro dos veganismos que pauta a condição alimentar e o estilo de vida como estratégias na promoção das liberdades humana e animal. O enfoque central adotado pelo ativismo afrovegano é sobre as desigualdades sociais relacionadas à alimentação, buscando problematizar as questões de raça, classe e gênero nos veganismos e os sistemas alimentares gerais. Ademais, o afroveganismo tem lutado em torno da justiça e equidade alimentar, promovendo a necessidade de ampliação das práticas e rotinas relacionadas à sustentabilidade dos sistemas alimentares.

Palavras-chave: Afro Veganismo. Ativismo Digital. Movimento Cultural.

Biografia do Autor

Arthur Saldanha dos Santos, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Em pós-doutoramento na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Doutor em Sociologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Mestre em Sociedade, Ambiente e Território pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em associação com a Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES). Bacharel em Humanidades pela Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM). Participou da Equipe Editorial da Revista Contraponto (Revista Discente do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da UFRGS), de 2019 a 2021. Entre 2020 e 2021 participou do Grupo de Estudos e Pesquisas em Agricultura, Alimentação e Desenvolvimento (GEPAD/UFRGS). Atualmente é membro do Grupo de Pesquisa em Sociologia das Práticas Alimentares (SOPAS/UFRGS). Integra também, o Grupo de Pesquisa em Culturas Alimentares Digitais (Mesa Digital/Unimontes).

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Publicado

2023-11-01