Escrita de si, entre corpo e (in)cômodos do isolamento social

Autores

  • Danilo Silva de Meireles

DOI:

https://doi.org/10.46269/9ee20.513

Palavras-chave:

Escrita de Si. Corpo. Casa. (In)cômodos.

Resumo

Este ensaio lança fagulhas reflexivas sobre questões vividas no corpo, de experiência pessoal, no período de isolamento social durante a pandemia do novo coronavírus. Com foco nos atravessamentos que competem a produção da escrita e na percepção dos (in)cômodos da casa como lugares de desdobramentos de afetos e angústias. Constitui-se enquanto texto de descontinuidades, característica da nossa condição humana, sem o propósito de ser aplicável aos outros, mas de existir como expansão de si na elaboração de percepções e modos de resistir e existir durante a pandemia.

Referências

EVARISTO, Conceição. Minha escrita é contaminada pela condição de mulher negra. [Entrevista concedida a] Juliana Domingos de Lima. Nexo, 2017. Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/entrevista/2017/05/26/Concei%C3%A7%C3%A3o-Evaristo-%E2%80%98minha-escrita-%C3%A9-contaminada-pelacondi%C3%A7%C3%A3o-de-mulher-negra%E2%80%99.

FOUCAULT, Michel. A ordem do discurso. Aula inaugural no Collège de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970. Tradução Laura Fraga de Almeida Sampaio. 24 ed. São Paulo: Edições Loyola, 2014.

NETO, João Cabral de Melo.Poema tecendo o amanhã. In: OLIVEIRA, Marly de. (Org) João Cabral de Melo Neto obra completa: volume único. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.

SARAMAGO, José. O Conto da Ilha Desconhecida. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.

Publicado

2020-12-17

Edição

Seção

Edição Especial (in)cômodos